A Confederação Brasileira de Atletismo atualizou neste mês de maio a Norma 7, documento que regulamenta a homologação e o reconhecimento de corridas de rua e ultramaratonas em todo o país. A revisão foi aprovada pelo Conselho de Administração da entidade e traz mudanças importantes voltadas à segurança dos eventos, organização das provas e critérios de elegibilidade dos participantes.
Entre as principais alterações estão novas recomendações relacionadas aos planos de segurança e emergência, incluindo exigências sobre Planejamento Médico Estratégico e de Risco, quantidade mínima de ambulâncias e disponibilidade de DEAs (Desfibriladores Externos Automáticos) ao longo dos percursos, conforme o porte da competição.
A norma também endurece os critérios para realização das inscrições. Os organizadores passam a ter a obrigação de coletar com rigor informações completas dos atletas, como nome completo, data de nascimento, sexo biológico e número de documento de identidade.
Outro ponto de destaque é a determinação de que as categorias masculina e feminina deverão seguir os critérios previstos no Regulamento de Elegibilidade da World Athletics (Livro C – C3.5A). O texto estabelece ainda que atletas que não cumprirem, ou se recusarem a cumprir, o regulamento específico não serão considerados elegíveis para competir.
A atualização também introduz a possibilidade de distinção entre atletas competitivos e participativos em provas com Permit Bronze, especialmente em eventos sem pelotão de elite estruturado. Segundo a norma, os organizadores, em conjunto com as federações estaduais, poderão definir essa separação já no ato da inscrição.
De acordo com o novo texto, o atleta competitivo será aquele enquadrado nas regras oficiais da World Athletics, nas normativas da CBAt e no regulamento da prova, estando apto a disputar classificação geral, resultados homologados, categorias por faixa etária e premiações.
Já o atleta participativo será definido como o participante com objetivo exclusivamente recreativo ou de lazer, sem envolvimento na dinâmica competitiva da prova e sem direito à disputa de classificação para pódio ou premiações, embora continue sujeito ao regulamento do evento.
As mudanças buscam alinhar as corridas brasileiras aos padrões internacionais de organização, segurança e integridade esportiva, além de oferecer maior clareza sobre os diferentes perfis de participantes nas provas de rua realizadas no país.



